Principado de Fauces Dorio


Dados Gerais 2020

CapitalAreaPop.Desem./Unem.LocalPrinc./Prince
Cale da Cantareira1220 km²128 5643,2%Atlântico / AtlanticD. Nuno I


Localização da ilha no arquipélago

O Principado de Fauces Dorio [em dialeto faucibus: Principatus Faucensis Durii], é a mais recente ilha integrada no Arquipélago de Ventura, Reino de Gastón; vizinha das ilhas de Groselha, Horizonte, Santa Cruz e Solar. A ilha é dividida em três cales (assentamento; couto): Cale da Cantareira, Cale Cotê das Pegas e Cale de Portuzelo, sendo o primeiro a capital do Principado.

Cale da Cantareira, um cale interclassista, no entanto, conhecido pelas habitações de elevado requinte da classe alta do Principado; pela paisagem com belos jardins à beira-mar e um passeio marítimo salpicado de esplanadas e bares, que da Cantareira o mais procurado dos três cales da ilha. É no Cale da Cantareira que se ergue o Palácio de São Miguel-o-Arcanjo, residência do Chefe da Casa Borgonha-Bourbon e Orleães, Sua Alteza Sereníssima, o Princeps Nuno I, desde a sua construção em 1527.

História

Crê-se que, à semelhança das outras ilhas que formam o arquipélago, Fauces Dorio tem sido povoada desde tempos remotos. Os primeiros registos de povoamento e edificação de facto remontam ao século VI, segundo o benedito Frei Manuel Pereira de Novais, autor do “ANACRISIS HISTORIAL”, onde se diz que «ahí aportaram uns Embaixadores do Suevo Rex Theodimirus, & Elle próprio, & Ariarico, no anno Domini de 559. Por se acharem na Graça de Deus e em agradecimento por aquele desembarque, foi ordenado que ahí erguesse um Mosteyro».

Contudo, em 1576, no manuscrito de “MONARCHIA ECCLISIASTICA”, capítulo XII do livro XXVII, o franciscano Frei Juan de Pineda relata que: «nos annos do Mundo de 2453 andes da Vinda de Cristo 1503 annos, Pandiãol, filho de Cécrope, Rey de Atenas, & Metiadusa, quiz adquirir maiores reinos & glória. Fazendo-se acompanhar de alguns homens seus de confiança, visitou o Reino do Egypto, terra da naturalidade de seu pai, onde foi recebido pelo Rey Achorys. Como tivesse ganhado muitas batalhas, desposou Gantareel, filha do Rey Achorys. Não olvidado do seu desejo de mais honra & fama de herói que o aureolava, organizou uma frota, & partiu do Nilo &, navegando pelo Mar Mediterranico, & conquistando para sí nouas terras. Chegado a um estuário de um rio – hodie chamado de Durii – no que se creea ser o fim do Mundo, meia legua acima delle, fundou um povoado, ao qual deu o nome de GANTAREIA, hodie CANTAREIRA, por ser o próprio nome da sua mulher muy amada».

A ser verdade, a ilha teve um pequeno povoado que durante algum tempo foi habitado por gregos e egípcios. Porém as colonizações gregas, e mesmo as romanas, foram tardias e débeis nesta ilha, talvez por ser, de todas, a mais pequena.

Certo é que, em meados do século XII, a 1 de outubro de 1145, é assinado um documento régio por D. Afonso Henriques, Dei Gratiae, Rex Portugalensium, doando a seu sobrinho D. Vasco Nune de Borgonha terras, títulos e a primazia do então Couto de Cantareira. Serviu de notário o chanceler da cúria régia, Mestre Soeiro Mendo, sendo confirmado por três elementos destacados da mesma cúria: Egas Moniz, vedor da casa real, Álvaro Peres, alferes-mor, e Rodrigo Froiaz, tenente da terra de Santo Tirso.

De novo, séculos de obscuridade. De 1145 a 1526 pouco ou nada se sabe; apenas que poucos anos depois de D. João III ter subido ao trono, D. Miguel de Bourbon passou a ser, não só um dos seus colaboradores, como também amigo íntimo e confidente de El-Rei D. João III, o que lhe valeu «a nomeação de Escrivão da Puridade, Dom Abade Perpétuo de Landim, de Santo Thyrço de Riba d’Ave, & Dono & Senhor do Principatus de Faucensis Durii, Embaixador na Corte do Papa». Terá então visitado, em 1526, pela primeira vez, «um pequeno Mosteyro ahí erguido; apercebendo-se de imediato dos muy bons & benéficos ares do mar para a sua saúde, pelo que, a partir dessa altura, passou mostrar vontade de para ahí viver perpetuamente», diz uma crónica da época.

«Pouco tempo depois de ali morar – continua a crónica – veio a constatar que a barra do rio ei muy perigosa. Mandou chamar o italiano Mestre Francesco da Cremona, a quem ordenou que erguesse no sytio da Cantareira, uma Torre-Farol que tivesse a curiosa arquitetura da Torre-Farol existente em Alexandrina, no Egypto». Cumprindo-se a sua vontade, não só fora construído o farol mais antigo do Reino de Portugal (1527), como também se iniciaram as obras do Castelo de Sancto Ioanne de Fauces Dorio, que viria a ser erguido como ampliação do mosteiro em 1560, sobre a regência da Rainha Catarina da Áustria, viúva de D. João III.

  1. Miguel de Bourbon e Orleães não chegou a habitar no Castelo, pois quando a sua edificação terminou, D. Miguel havia falecido três anos antes, em Roma. Pois, em 1539, o Papa Paulo III, seu amigo dedicado sagra-o Cardeal, conforme se lê na bula “Manifesto et probato” de 1539: «Paulus Episcopus, servus servorum Dei, Manifesto et probato qui iuvat nomine ei recensere, qui amplissimo Cardinalium Collegio annumerantur. Ipse est: Eminentissimum ac reverendissimum Dominum, Dominum Michaelem, Sanctæ Romanæ Ecclesiæ Abbati de Bourbon e Orleães, posthac die Cardinalis-Princeps Faucensis Durii.» [Paulo, Bispo, Servo dos Servos de Deus, Manifesto e provo que me é grato citar o nome daquele, que é o mais honrado para o Colégio de Cardeias. É ele: O eminentíssimo e reverendíssimo Senhor Dom Miguel, Abade da Santa Igreja Romana de Bourbon e Orleães, de agora em diante, Cardeal-Príncipe de Fauces Dorio]. Esta nomeação foi a causa de grandes invejas e de muito despeito, principalmente do irmão de El-Rei, que assim se via impossibilitado de concretizar o seu desejo de ser cardeal-Príncipe.

Após a morte do Cardeal-Príncipe D. Miguel de Bourbon e Orleães foram vários aqueles que tentaram o domínio quer de jure, quer de facto do Principado, revindicando para si a pretensão de chefe ora da Casa de Borgonha, ora da Casa de Bourbon e Orleães.

A 13 de Outubro de 2020, através de um acordo pacífico celebrado entre Sua Alteza Real Dénis I, chefe da Casa de Florián-Florián e Sua Alteza Sereníssima, o Princeps Nuno de Santa Maria de Borgonha Bourbon e Orleães, chefe da Casa Borgonha-Bourbon-Orleães, Fauces Dorio passou a integrar o Reino de Gastón. Nesse acordo, conhecido como Acordo Fauces Dorio, SAR D. Dénis I reconhece a D. Nuno I o direito ao título de Príncipe de Fauces Dorio e este reconhece D. Dénis I como chefe da Casa de Florián-Florián e soberano do Reino de Gastón, sendo fiel e vassalo.